Ensaio sobre o nosso autoconhecimento – Parte 1

Ensaio sobre o nosso autoconhecimento – Parte 1
Ensaio sobre o nosso autoconhecimento – Parte 1

A forma como vivemos cada dia é a forma como vivemos nossa vida.
Alan Watts

Muitas vezes nos encontramos em uma situação onde uma mudança é necessária. Ficamos cansados da rotina que vivemos, das pessoas que convivemos e do trabalho que fazemos. E isto é normal. Mais que isso: este sentimento é necessário. Significa que temos a percepção da nossa vida, significa que utilizamos o nosso autoconhecimento, o que nada mais é que perceber exatamente onde estamos e o que estamos fazendo.

Um brinde àqueles que utilizam o seu autoconhecimento.
Um brinde àqueles que questionam o porquê das coisas.

Vivemos rodeados por costumes e regras que norteiam e dão ordem à sociedade. E estes costumes e regras são necessários. Entretanto, somos criados, educados e acostumados a não questioná-las. Como tudo na vida, nada deve ser para sempre. A visão sobre as coisas não deve ser estática, imutável, permanente. O questionamento serve para verificar se algo ainda é válido e aplicável. O questionamento serve para exercer o autoconhecimento e a visão sobre a nossa própria vida. É uma atitude saudável, mas que possui um efeito muitas vezes desconfortável: o descontentamento.

Ao questionar, abrimos a porta do autocontrole da nossa vida e fechamos a porta da mesmice. Mas esta porta aberta requer responsabilidade. A partir do momento que questionamos e encontramos os pontos de descontentamento, temos que tomar atitudes corretivas para colocar nossa vida no caminho do crescimento. Entretanto, esta noção de crescimento não mais é ditada por regras e costumes pré-definidos para você. Nós é que temos que saber qual caminho é o que trará este crescimento. E aqui está uma grande quebra de paradigma: sair de uma vida ditada, mais simples, para uma vida controlada por nós, mais complexa, porém muito mais recompensadora. A responsabilidade de se enxergar um problema está na sua obrigação de resolvê-lo. E a resolução do seu descontentamento depende exclusivamente de você. Sempre.

Esse despertar deve ser encarado como efetivamente tomar controle da sua vida, por mais que sua vida esteja bagunçada. Qualquer gestão começa por conseguir entender a situação atual. É somente listando os problemas que nós conseguimos priorizar, atacar e resolver o que precisa ser resolvido. Autoconhecimento é conseguir se enxergar sem espelho, observando sua alma neste reflexo que existe somente na sua mente.

Depois da tempestade vem o sol. E depois outra tempestade. E novamente o sol.

O caminho do autocontrole da vida não é fácil. Tampouco deveria ser. Reconhecer os problemas é enxerga-los, e realmente muitas vezes a ignorância é uma benção. Mas somente podemos resolver algo quando sabemos que ele existe, então é uma dor necessária. E a dor é passageira. É apenas um sinal de que algo precisa ser resolvido, precisa ser curado. E a cicatriz que se forma depois somente é uma marca da sua perseverança e capacidade de enfrentar os problemas. Cicatriz é o registro da maturidade. E a vida sempre vai te provocar dor. E sempre vai te fazer sorrir. Este é o ciclo. O importante é não enxergar a vida como somente composta por dores quando a dor vir, da mesma forma que devemos saber que a vida trará algo a ser resolvido quando estivermos a sorrir. Autoconhecimento.

Abraçar o presente é ter a percepção da vida que estamos vivendo neste momento. É saber que o passado nada mais é que um grande conjunto de experiências, somente isso, e que o futuro é um reflexo do que estamos fazendo agora, nada além disso. O valor da vida está no que fazemos dela segundo após segundo.

Autoconhecimento.

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