Educação Financeira: As 3 Dicas Mais Importantes

Educação Financeira: As 3 Dicas Mais Importantes
Educação Financeira: As 3 Dicas Mais Importantes

Aqui no Viva mais verde! nós sempre buscamos colocar textos e artigos que tenham um impacto positivo na forma como você enxerga e vive a sua vida. Todos nós precisamos de dicas e conhecimentos para viver melhor. E nossa educação financeira é um dos grandes pilares para uma vida equilibrada.

Educação financeira é a forma como enxergamos, atuamos e reagimos a tudo que envolve dinheiro em nossa vida. Não diz respeito somente a lidar com o nosso salário e nossas despesas, mas envolve também como enxergamos o que o dinheiro representa em nossas vidas.

Trabalhar todos estes aspectos significa garantir um equilíbrio essencial para um presente saudável e um futuro promissor financeiramente.

Vamos abrir uma série de artigos com foco em educação financeira aqui no Viva mais verde! e começar com o que julgamos ser as 3 mais importantes dicas financeiras pessoais. Nosso objetivo é fazer com que você enxergue que o dinheiro deve ser utilizado ao seu favor, não virar uma dificuldade em nossas vidas.

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1. Enxergue e conheça sua situação financeira

A primeira dica é a que influenciará todas as demais. Não há como controlar aquilo que você não enxerga. Não há como gerenciar algo que você desconhece.

Sua educação financeira começa com a sua capacidade de saber e poder dizer quanto você ganha e quanto você gasta. Saber as suas receitas e as suas despesas. Saber se você está no vermelho (devendo) ou no azul (poupando). O conhecimento da sua própria situação é essencial para que o dinheiro não se transforme em uma prisão e um fardo.

A melhor maneira de obter esta visão pessoal da sua saúde financeira é descrever o dinheiro que entra e o dinheiro que sai. É listar de forma objetiva as suas receitas e despesas. Saber exatamente o dia de vencimento e o valor de cada conta. Poder dizer, no 1º dia do mês, quanto irá sobrar ou faltar do seu orçamento ou da sua família no último dia do mês. Isto pode ser feito de várias formas, e uma delas pode ser bem simples:

DespesasData de PagamentoValorPago?
Água05/09R$ 65,00SIM
Luz07/09R$ 120,00SIM
Telefone12/09R$ 130,00NÃO
Internet12/09R$ 69,90NÃO
Cartão de Crédito15/09R$ 1.840,00NÃO
Empréstimo 120/09R$ 500,00NÃO
Total:R$ 2724,90
ReceitasData de RecebimentoValor
Salário 105/09R$ 2.000,00
Salário 205/09R$ 1.000,00
Total:R$ 3.000,00
Receita x Despesa:R$ 275,10

Na tabela acima, listamos primeiro o que seriam as despesas e as receitas de uma família ou indivíduo. Colocamos as datas previstas para cada item para sabermos quando vamos precisar do dinheiro, o valor de cada uma destas despesas e uma coluna onde você deve controlar o que já foi pago e o que ainda falta pagar.

A soma destas despesas representa o quanto custa a tua vida e permite que você enxergue com o que você está efetivamente gastando.

A segunda parte da tabela contém as receitas, o dinheiro que entra todo mês. Pode ser o seu salário com o da sua esposa, algum trabalho extra e assim por diante. A soma das receitas menos a soma das despesas é o que dirá se você está poupando ou devendo todo mês.

O objetivo tem que ser poupar. Se o resultado na sua tabela for negativo, significa que você está gastando mais do que ganha e, consequentemente, aumentando as suas dívidas.

Esta tabela pode ser feita no Excel, no Word, em um bloco de notas ou caderno. É importante que seja feito no começo de todo mês, repetindo os valores do mês anterior e alterando quando as contas do mês atual chegarem. Assim você consegue ter uma estimativa de gastos  já no primeiro dia do mês!

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2. Gaste menos do que você ganha

Agora que você consegue enxergar quanto custa a tua vida (suas despesas) e o quanto entra de dinheiro (suas receitas), você precisa seguir a segunda dica mais importante: não podemos gastar mais do que ganhamos.

Gastar mais do que você ganha significa abrir um buraco no seu orçamento e/ou da sua família. Se temos mais despesas do que receitas, se sai mais dinheiro do que entra, entraremos em dívidas de empréstimos e financiamentos que certamente provocarão o desequilíbrio em nossas vidas como um todo.

Dinheiro é algo muito bom quando utilizado de forma inteligente. Dever dinheiro aos outros provoca ansiedade, tensão, tristeza, brigas, desentendimentos e sofrimento. Empréstimos e financiamentos devem ser utilizados somente quando necessários e ainda assim evitados.

Os juros que compõe um empréstimo são os mais altos. Significa que o que você está devendo hoje vai ficar ainda maior amanhã se você não honrar seu compromisso. Lembre-se: empréstimos e financiamentos são produtos vendidos, não favores oferecidos. Há muita gente interessada em ganhar dinheiro com os seus problemas financeiros.

Se você identificar que está gastando mais do que o que ganha, é hora de cortar despesas. Se a última informação da tabela, a Receita x Despesa, for negativa, seu objetivo principal tem que ser resolver isto para deixar igual a zero (receitas iguais às despesas) e então bolar uma estratégia para fazê-la ficar positiva (receitas maiores que as despesas) e começar a acumular dinheiro para fazê-lo trabalhar para você.

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3. Poupar é essencial para uma vida futura equilibrada

Primeiro nós enxergamos e conhecemos o quanto gastamos e o quanto recebemos de dinheiro, depois nós identificamos se estamos gastando menos do que ganhamos para poder não cair em empréstimos, financiamentos e sermos abocanhados pelos juros.

Agora é hora de equilibrar as duas primeiras dicas com esta terceira e que poderá nos proporcionar um futuro melhor: poupar, montar uma reserva orçamentária, construir a nossa independência financeira.

Vivemos em uma sociedade onde o dinheiro é a moeda de troca por serviços prestados (nosso emprego) e com a qual podemos também adquirir bens e serviços. Somos compelidos diariamente a gastar o resultado do nosso esforço mensal em itens para uso pessoal, presentes, comidas, viagens, carros…

E isto faz parte da roda econômica do capitalismo e que influencia em como vivemos a nossa vida.

Nossa inteligência nos permite fazer escolhas. Temos a capacidade de julgar o que nos é oferecido e analisar se é algo que realmente vale a pena trocar pelo dinheiro que recebemos do nosso trabalho. Mas devemos levar em consideração também justamente a nossa situação financeira atual, não somente se queremos ou não o que nos está sendo oferecido.

Se colocarmos o pé no chão, tivermos disciplina, investirmos em nossa educação financeira e considerarmos o nosso objetivo de ter sempre um futuro mais tranquilo, faremos as escolhas mais corretas.

Assim, considerando sempre a nossa situação financeira atual e sabendo que devemos gastar menos do que ganhamos, iremos adquirir produtos e serviços de acordo com a nossa realidade e os nossos objetivos.

Iremos nos planejar para comprar um celular novo quando isto não representar um novo empréstimo do banco.

Iremos trocar de carro quando nós pudermos dar uma entrada maior e ter que financiar o mínimo possível.

Juntaremos dinheiro e colocaremos ele pra render por que sabemos que ele poderá ser importante no futuro para a aquisição de um apartamento.

Isso é educação financeira!

E o mais importante: nos sentimos livres e donos de nós mesmos por que não devemos nada a ninguém, por que não temos dívidas e nós decidimos o que fazer do nosso dinheiro.

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  • Patrick Kilber

    Maravilhoso esse texto. Estou cada vez mais apaixonado pelo site.
    Gostaria de deixar meu MUITO obrigado pelo trabalho que vocês realizam, e dizer que tem me auxiliado bastante todos os textos aqui colocados. Tenho tentado diariamente coloca-los em prática. Não somente os textos sobre finanças, mas também os textos de relacionamentos e saúde.

    • Patrick, são comentários como o teu que nos fazem ter certeza de que é possível contribuir para uma vida melhor coletivamente. Obrigado! : )