Secos e molhados – separação de lixo simples

Você faz ideia de quanto lixo produzimos?

  • Aproximadamente 5kg por semana… por pessoa;
  • 240 mil toneladas… por dia;
  • 88% vai para aterro sanitário.. e 2% é reciclado.

Estes são dados atuais para o Brasil. E com o aumento do poder aquisitivo da população brasileira, esta quantidade tende a aumentar. E não é uma questão tupiniquim somente. Quem não ficou assustado com a notícia dos 89 contêineres com mais de 1000 toneladas de lixo exportados para o Brasil pela Grã-Bretanha em julho de 2009? (saiba mais). Esse fato demonstra a realidade mundial em relação à destinação do lixo, ou seja, é um problema e ninguém quer ficar com a batata quente na mão, ou melhor, com o lixo apodrecendo na porta de casa.

No Brasil não é diferente. Nós não nos sentimos responsáveis pelo que consumimos, desperdiçamos e produzimos de lixo. No entanto, somos partes integrantes do que chamamos natureza e somos sim responsáveis por tudo que afeta o meio ambiente. Podemos começar fazendo a nossa parte, conhecendo e praticando os 3Rs:

  • REDUZIR (revise seus hábitos de consumo, preste atenção nas embalagens dos produtos, prefira os que tenham redil);
  • REUTILIZAR (não coloque para reciclar antes de pensar se você pode reutilizá-lo para outra função);
  • RECICLAR (participe da coleta seletiva).

Sabemos que a coleta seletiva ainda não é uma realidade no Brasil. Algumas cidades já têm este programa, como o Município de Formiga em Minas Gerais, mas se sua cidade não tem você pode contribuir separando o resíduo seco (reciclável) do resíduo úmido (orgânico), pois mesmo que não exista um controle oficial dos resíduos é cada vez mais comum a separação por pessoas ou cooperativas para comercialização e reutilização dos materiais recicláveis que encontram.

A procura de materiais recicláveis em lixões e nas ruas é, hoje, fonte de renda para muitas famílias. Encontra-se de tudo. Separar o lixo seco (reciclável) do lixo úmido (orgânico) é o foco aqui. Não requer conhecimentos profundos de composição de materiais e pode ser significativo no resultado final: não misturar aquilo que pode ser reciclado do que é realmente lixo, facilitando o processo de triagem para reciclagem e também o trabalho das famílias e cooperativas que dependem economicamente desta atividade.

A ideia é muito simples: ter dois “lixeiros” na sua casa, um aonde vai tudo aquilo que é considerado úmido ou orgânico e outro aonde vai tudo que é lixo seco ou inorgânico. A imagem abaixo, um folder de conscientização do Governo do Distrito Federal, ilustra bem o que é considerado Resíduo Orgânico de Resíduo Seco (reciclável).

Resíduo Seco e Orgânico

Clique na imagem para ampliar

A partir do momento que você tenha aonde colocar separadamente o lixo úmido do lixo seco, basta que você siga esta rotina. O único cuidado especial é limpar este último, tirando o excesso de sujeira para não comprometer a reciclagem dos mesmos e para evitar mau-cheiro e não atrair insetos e roedores. Para isso você pode utilizar água de reuso, como o que é liberado pela máquina de lavar durante uma lavagem. Depois de separado na sua residência, depositar o lixo seco em uma lixeira comum pode ser a única alternativa, caso não haja coleta seletiva no seu município.

Ao separar o lixo orgânico do reciclável você está facilitando o trabalho dos funcionários de seleção de resíduos – triagem – e, se não houver esta função na empresa de coleta de lixo da sua cidade e o lixo vai diretamente a depósitos urbanos, você está facilitando o trabalho dos catadores, além de evitar que este tipo de material, minimamente biodegradável, entre em contato direto com recursos naturais. Caso haja um posto de coleta de material reciclável perto da sua residência (as redes de supermercado Pão de Açúcar e Wal-Mart possuem em várias cidades, por exemplo), basta depositar lá a embalagem contendo o lixo seco. O fato de não estarem separados (vidro, metal e plástico) não compromete a sua reciclagem.

Sabemos que nem todos conseguem ter embalagens específicas e todo posto de coleta faz uma triagem em cooperativas de catadores e associações com o mesmo fim. O importante é não descartar estes materiais em ambiente comum ao lixo orgânico.

Estes são passos simples que fazem uma grande diferença. REpense, REequilibre, REaproveiteReutilizeREcicle.

DSC_0819Wanessa Matos é Bacharel em Relações Internacionais e mestranda em Economia do Meio Ambiente. Possui um enorme interesse na resolução dos problemas causados pelos Resíduos Sólidos.

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